acompanhamento curto
O pré-natal dura poucos meses e as medidas do corpo mudam depressa. Cada consulta conta.
ABCD da gestação: antropometria, bioquímica, clínica e dietética, sempre pensando em dois: a mãe e o bebê.
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primeiro classificamos o ponto de partida, depois avaliamos a trajetória
Uma gestante que ganhou 12 kg está com o ganho adequado? Depende do IMC de antes da gestação, da semana em que ela está, da velocidade do ganho, da composição do corpo, das condições clínicas e da alimentação. Sozinho, o número do peso não responde.
O pré-natal dura poucos meses e as medidas do corpo mudam depressa. Cada consulta conta.
O estado nutricional da mãe e o do bebê andam juntos. O objetivo é chegar ao parto em boas condições.
Aumentam o volume de sangue, a água do corpo, o útero, a placenta e as mamas. Ganhar peso é esperado e necessário.
Do ganho total, o feto responde por cerca de 28%, o sangue e o edema por 27%, o líquido amniótico e as membranas por 22%, as mamas por 14% e a gordura por 9%.
O quanto ela deve ganhar depende do IMC pré-gestacional. O mesmo ganho de 10 kg pode ser pouco ou demais, conforme o ponto de partida.
É a fase da formação dos órgãos e do fechamento do tubo neural, por isso o ácido fólico importa, e do rastreio inicial de diabetes e pressão alta.
mãe: deficiência nutricional, anemia e baixo ganho. bebê: restrição de crescimento (RCIU), baixo peso ao nascer e prematuridade.
mãe: diabetes gestacional, hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia. bebê: macrossomia, hipoglicemia neonatal, mais gordura e maior risco cardiometabólico no futuro.
O ABCD da gestante tem o contexto junto: idade, histórico obstétrico, doenças prévias, condições socioeconômicas e atividade física. Nenhum indicador isolado conta toda a história.
O que o corpo mostra em medidas.
O que os exames mostram por dentro.
O que o exame físico e a história contam.
O que e como a pessoa come.
Cinco passos para pensar um caso, do ponto de partida ao diagnóstico integrado. Cada cartão mostra, na prática, o que fazer com a Camila, uma paciente fictícia.
IMC de antes da gestação e a meta de ganho
ganho de peso em relação à semana gestacional
quantidade, qualidade e micronutrientes
sintomas, doenças, medicamentos e obstetrícia
exames pedidos conforme a indicação
arraste para o lado para ver os outros passos
fonte: Aulas 7 e 8Material de estudo feito por uma estudante de nutrição a partir das aulas da disciplina. Não substitui a avaliação de um profissional nem serve como diagnóstico.
O passo a passo da consulta de pré-natal, na ordem em que acontece. Marque o que já fez. As marcações ficam salvas neste aparelho.
Na gestante adolescente, meça a altura em todas as consultas.
Os marcadores do pré-natal com o que cada um avalia e o que o resultado sugere, em quatro grupos. Escolha um:
Os valores de referência variam um pouco entre laboratórios. No exame real, confira sempre o intervalo impresso no laudo. O diagnóstico é do médico: aqui o foco é entender o resultado.
Na gestação a resistência à insulina aumenta aos poucos, principalmente no 2º e 3º trimestres, por causa de hormônios e mediadores da placenta. Por isso a glicose é acompanhada de perto.
por que pedir: no início do pré-natal ela mostra diabetes que já existia ou uma alteração precoce da glicose.
se alterado: de 92 a 125 indica diabetes gestacional. Com 126 ou mais, é diabetes diagnosticado na gestação (manifesto).
por que pedir: mede a resposta à sobrecarga de glicose. É feito entre 24 e 28 semanas, quando indicado.
se alterado: na aula, um dos valores dentro dessas faixas já indica diabetes gestacional.
por que pedir: mostra o controle da glicose nos últimos meses e serve como monitoramento complementar.
se alterado: a partir de 6,5% sugere diabetes que já existia antes da gestação.
por que pedir: avalia o risco cardiometabólico.
se alterado: triglicerídeos altos se associam a pré-eclâmpsia e a resistência à insulina.
A anemia é comum na gestação, em geral a partir do 5º ao 7º mês (da 18ª à 31ª semana). A hemoglobina é diluída pelo aumento do volume de sangue, então hemoglobina baixa não é automaticamente falta de ferro.
por que pedir: rastreia anemia, infecções e alterações das células do sangue.
se alterado: serve de ponto de partida, e o resto da investigação segue pelo resultado.
por que pedir: mostra o transporte de oxigênio e detecta a anemia gestacional.
se alterado: investigue com ferritina e contexto clínico. Os cortes por trimestre são da OMS e não aparecem nos slides da aula.
por que pedir: mostra as reservas de ferro e permite diagnóstico precoce da deficiência.
se alterado: ferritina baixa confirma falta de reserva de ferro, mesmo antes da anemia aparecer.
por que pedir: mostra o ferro que circula e complementa o estudo do metabolismo do ferro.
se alterado: leia junto com a ferritina e o hemograma, nunca sozinho.
por que pedir: participa da produção de glóbulos vermelhos e do sistema nervoso.
se alterado: falta de B12 causa anemia megaloblástica e alterações neurológicas no bebê. É fundamental em vegetarianas e veganas.
por que pedir: participa da divisão das células e da síntese de DNA.
se alterado: a falta aumenta o risco de defeitos do tubo neural, por isso importa antes da gestação e no 1º trimestre.
Marcadores de estado proteico, inflamação, função renal, ossos e hormônios que completam o quadro conforme a indicação.
por que pedir: mostra o estado proteico e a síntese do fígado.
se alterado: ajuda a avaliar o estado nutricional e o edema.
por que pedir: avaliam o estado nutricional proteico.
se alterado: valores baixos ajudam a identificar déficit de proteína.
por que pedir: mostra processo inflamatório.
se alterado: inflamação se associa a obesidade e a complicações da gestação.
por que pedir: mostram a função dos rins.
se alterado: acompanham as adaptações dos rins na gestação.
por que pedir: participa do metabolismo dos ossos e da imunidade, e se relaciona com a pré-eclâmpsia.
se alterado: a deficiência se liga a resistência à insulina, diabetes gestacional, hipertensão, pré-eclâmpsia e complicações no parto.
por que pedir: mostra o equilíbrio do mineral.
se alterado: relaciona-se com a mineralização dos ossos do bebê.
por que pedir: avalia a função da tireoide.
se alterado: a tireoide influencia o desenvolvimento neurológico do bebê.
por que pedir: é o hormônio tireoidiano ativo, lido junto com o TSH.
se alterado: relaciona-se com o crescimento e o desenvolvimento do bebê.
por que pedir: o magnésio participa da função dos músculos e do metabolismo. O zinco, do crescimento e da imunidade.
se alterado: a falta de zinco pode atrapalhar o desenvolvimento do bebê e a defesa do corpo.
Doenças monitoradas ao longo do pré-natal. A nutricionista reconhece os sinais e encaminha.
o que é: pressão alta que surge na segunda metade da gestação em quem não tinha hipertensão antes.
fatores de risco: hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, obesidade e histórico clínico.
o que é: hipertensão associada à proteína na urina e/ou ao comprometimento de órgãos. Aumenta a morbimortalidade.
sinais de alerta: inchaço excessivo nas mãos e no rosto, dor no estômago (epigástrica), dor de cabeça persistente e visão embaçada.
Tabelas de pontos de corte e recomendações para consulta rápida, cada uma com a fonte. Escolha uma:
Tempo aproximado de gravidez, pelo Ministério da Saúde
| mês | semanas |
|---|---|
| 1º mês | 4 semanas e meia |
| 2º mês | 9 |
| 3º mês | 13 semanas e meia |
| 4º mês | 18 |
| 5º mês | 22 semanas e meia |
| 6º mês | 27 semanas e meia |
| 7º mês | 31 semanas e meia |
| 8º mês | 36 |
| 9º mês | 40 semanas e meia |
Para o IMC por semana, a aula arredonda: 22 semanas e 4 dias viram 23 semanas, e 30 semanas e 2 dias ficam em 30.
fonte: Aulas 7 e 8 (MS, 2016)Peso de antes da gestação ÷ altura²
| IMC (kg/m²) | classificação |
|---|---|
| < 18,5 | baixo peso |
| 18,5 a 24,9 | eutrofia |
| 25,0 a 29,9 | sobrepeso |
| ≥ 30 | obesidade |
Se o peso de antes for desconhecido, classifique o estado nutricional inicial com o IMC, como se faz com mulheres adultas.
fonte: Aulas 7 e 8 (OMS, 1995)O ganho depende do IMC pré-gestacional. Depois da primeira fase, o ritmo semanal vale para o 2º e o 3º trimestres.
| IMC pré-gestacional | 1º trimestre (total) | 2º e 3º trimestres (por semana) | ganho total na gestação |
|---|---|---|---|
| baixo peso | 2,3 kg | 0,45 a 0,59 kg | 12,5 a 18,0 kg |
| eutrofia | 1,6 kg | 0,40 a 0,50 kg | 11,5 a 16,0 kg |
| sobrepeso | 0,9 kg | 0,23 a 0,33 kg | 7,0 a 11,5 kg |
| obesidade | sem valor na tabela | 0,17 a 0,27 kg | 5,0 a 9,0 kg |
O 1º trimestre vem da tabela de 1990 da aula, que dá para obesidade 7,0 kg no total (até 9,1) e 0,3 kg por semana. Os totais e o ritmo semanal da tabela acima são os mais recentes e os usados nos exemplos da aula.
Exemplo da aula: IMC pré de 27 (sobrepeso), peso de 70 para 78 kg. A meta total é 7,0 a 11,5 kg, ela já ganhou 8 e ainda pode ganhar no máximo cerca de 3,5 kg.
fonte: Aulas 7 e 8 (NAM e IOM, 1990)Classificação do estado nutricional atual em qualquer semana, de 6 a 42. Role a tabela para ver todas.
| semana | baixo peso (≤) | adequado | sobrepeso | obesidade (≥) |
|---|
Na aula aparecem as semanas 6 a 15. As demais seguem a mesma tabela de Atalah (1997). Na semana 40, a fonte traz o início do sobrepeso como 29,0, que se sobrepõe ao adequado. Corrigi para 29,2.
fonte: Aulas 7 e 8 e Atalah et al. (1997)Não dá para classificar o IMC por semana gestacional. Avalie o estado pré-gestacional e acompanhe o ganho.
| ganho por semana (kg) | baixo peso | eutrófica | sobrepeso |
|---|---|---|---|
| 0 a 20 semanas | 0,57 a 0,79 | 0,45 a 0,68 | 0,34 a 0,45 |
| 20 a 28 semanas | 0,68 a 0,79 | 0,57 a 0,79 | 0,34 a 0,57 |
| mais de 28 semanas | 0,57 | 0,45 | 0,34 |
| ganho total (kg) | baixo peso | eutrófica | sobrepeso | obesidade |
|---|---|---|---|---|
| 0 a 20 semanas | 11,3 a 15,8 | 9,0 a 13,5 | 9,0 a 11,1 | 6,75 a 9,0 |
| 20 a 28 semanas | 16,7 a 22,0 | 13,5 a 19,8 | 12,6 a 16,7 | 9,5 a 13,5 |
| mais de 28 semanas | 22,5 a 27,9 | 18,0 a 24,3 | 17,2 a 21,2 | 13 a 17,1 |
| medida | o que sugere |
|---|---|
| estatura < 1,47 a 1,53 m | risco de restrição de crescimento do bebê (RCIU) |
| estatura < 1,40 a 1,50 m | risco de complicações no parto |
| perímetro do braço < 21 cm | risco de baixo peso ao nascer |
A estatura é avaliada no início da gestação. O perímetro do braço é menos sensível que o peso a mudanças de curto prazo e vale quando não há como pesar.
fonte: Aulas 7 e 8 (WHO, 1995)| exame | diabetes manifesto | diabetes gestacional |
|---|---|---|
| glicemia de jejum | ≥ 126 mg/dL | 92 a 125 |
| glicemia ao acaso | ≥ 200 | |
| HbA1c | ≥ 6,5% | |
| TOTG 75 g, 1 h | ≥ 180 | |
| TOTG 75 g, 2 h | ≥ 200 | 153 a 199 |
O TOTG é feito após a 24ª semana (entre 24 e 28), quando indicado. Hipertensão gestacional: pressão de 140/90 mmHg ou mais depois da 20ª semana.
fonte: Aulas 7 e 8NET = (TMB × fator de atividade) + adicional energético da gestação (AEG)
| idade (anos) | TMB, fórmula OMS (1985) | TMB, fórmula FAO/OMS/ONU (1985) |
|---|---|---|
| 10 a 18 | 12,2 × peso + 746 | 7,4 × peso + 482 × estatura (m) + 217 |
| 18 a 30 | 14,7 × peso + 496 | 13,3 × peso + 334 × estatura (m) + 35 |
| 30 a 60 | 8,7 × peso + 829 | 8,7 × peso − 25 × estatura (m) + 865 |
| fator de atividade | valor |
|---|---|
| leve | 1,56 |
| moderada | 1,64 |
| intensa | 1,82 |
| adicional energético (AEG) | valor |
|---|---|
| 1º trimestre | + 200 a 250 kcal/dia |
| a partir do 2º trimestre | + 300 kcal/dia |
| sobrepeso ou obesidade | ajuste individual, sem adicionar calorias de forma automática |
Os fatores de atividade vêm da metodologia clássica FAO/OMS/ONU. Na prática, o nível de atividade é individual: rotina, exercício, estado nutricional e condições clínicas.
fonte: Aulas 7 e 8 (WHO/FAO/ONU, 1985)| proteína | recomendação |
|---|---|
| OMS (1985) | adicional de 1,2 g/dia no 1º trimestre, 6,1 g no 2º e 10,7 g no 3º (média de 6 g/dia na gestação) |
| IOM (2005) | 10 a 35% da NET, ou adicional de 25 g/dia, ou 1,1 g/kg/dia |
| NRC (1989) | adicional de 10 a 15 g/dia, com 50% de alto valor biológico |
| nutriente | OMS (2003) | IOM (2005) |
|---|---|---|
| carboidratos | 55 a 75% da NET | 45 a 65% da NET |
| açúcares simples | < 10% da NET | < 25% da NET |
| lipídios | 15 a 30% da NET | 20 a 35% da NET |
| ômega 3 | 1 a 2% da NET | 0,6 a 1,2% da NET |
| ômega 6 | 5 a 8% da NET | 5 a 10% da NET |
Valores para gestantes adultas de 19 a 50 anos, baseados principalmente nas DRIs.
| nutriente | necessidade diária | suplementação e observação | para quê |
|---|---|---|---|
| ácido fólico | 600 µg DFE | 400 µg/dia desde antes da gestação até o fim do 1º trimestre | prevenção de defeitos do tubo neural |
| ferro | 27 mg | 30 a 60 mg/dia de ferro elementar | prevenir e tratar deficiência de ferro e anemia |
| cálcio | 1.000 mg | 1.500 a 2.000 mg/dia de cálcio elementar quando a ingestão é baixa | ossos; menos risco de pré-eclâmpsia onde a ingestão é baixa |
| vitamina D | 15 µg (600 UI) | individualizar; a FEBRASGO cita 600 UI ou mais | ossos e equilíbrio do cálcio |
| vitamina B12 | 2,6 µg | fundamental em vegetarianas e veganas | sangue e desenvolvimento neurológico |
| zinco | 11 mg | em geral individualizada, conforme dieta e risco | proteínas, crescimento e desenvolvimento |
| vitamina A | 770 µg RAE | sem suplementação isolada universal; evitar doses altas de rotina | desenvolvimento do bebê, visão e imunidade |
| ômega 3 (DHA/EPA) | sem RDA específica | costuma-se considerar 200 mg/dia de DHA ou mais quando se come pouco peixe | cérebro e visão do bebê |
Raciocínio da aula: avaliar a alimentação, identificar o risco, ver a recomendação, decidir se há indicação de suplementar, definir dose e duração e monitorar. Apesar de a absorção de alguns nutrientes aumentar, a ingestão de ferro costuma ser insuficiente.
fonte: Aulas 7 e 8 (DRIs, FEBRASGO, OMS)| nutriente | forma citada na aula | observação |
|---|---|---|
| ferro | bisglicinato ou fumarato ferroso | o bisglicinato é mais bem tolerado pelo intestino |
| ácido fólico | metilfolato (5-MTHF) | forma ativa, que depende só em parte da enzima MTHFR |
| vitamina B12 | metilcobalamina | fundamental em vegetarianas e veganas |
| cálcio | citrato de cálcio | absorção melhor que a do carbonato |
| vitamina D | colecalciferol (D3) | monitorar por exame |
| colina | bitartarato, cloreto de colina ou fosfatidilcolina | a suplementação isolada costuma ser necessária |
| situação | o que fazer |
|---|---|
| mais de 2 anos da menarca | a avaliação é igual à de adultas |
| menos de 2 anos da menarca | risco maior de baixo peso |
| altura | medir em todas as consultas, porque ainda há crescimento |
| curva de peso | o mais importante é o traçado ascendente |
| classificação prévia | IMC por idade, pela norma do Sisvan (Ministério da Saúde) |
| sempre | tratar como risco nutricional |
Digite os dados e veja a conta, a classificação e uma frase pronta para a resposta. Para altura, use metros (1,62) ou centímetros (162). Escolha uma calculadora:
A DPP considera 280 dias (40 semanas) a partir da DUM. A idade gestacional arredondada é a que entra na tabela do IMC por semana. Se a DUM for incerta, vale o ultrassom feito no início da gestação.
| IMC pré-gestacional (kg/m²) | classificação |
|---|
A tabela vai da 6ª à 42ª semana. Quatro dias ou mais arredondam para a semana seguinte, como na aula. Não vale para gestação gemelar.
O esperado até a semana é uma estimativa: ganho do 1º trimestre mais o ritmo semanal do 2º e 3º trimestres. Em obesidade, o 1º trimestre entra como zero porque a tabela não traz valor. Só vale para feto único.
A TMB da aula vale para 10 a 60 anos. Aos 18 e 30 anos, a conta usa a faixa que começa nessa idade. Em sobrepeso ou obesidade, o adicional é individual, e não automático.
Preencha o que tiver. O TOTG 75 g é feito entre 24 e 28 semanas, quando indicado. O diagnóstico é do médico, aqui você confere em qual faixa o valor cai.
Preencha um dos dois ou os dois. A estatura é avaliada no início da gestação. O perímetro do braço vale quando não há como pesar.
Três casos fictícios para treinar. Tente responder, use as calculadoras se precisar e só depois abra a resposta.
Situações em que é fácil errar, na prova ou na consulta, e o que fazer em cada uma.
faça assim: não responda só com o número. Veja o IMC de antes, a semana gestacional, a velocidade do ganho, a composição do corpo, a clínica e a alimentação.
faça assim: classifique o IMC pré-gestacional e só depois compare o ganho com a meta. O mesmo ganho de 10 kg tem significado diferente em IMC 19 e em IMC 29.
faça assim: não. Parte do peso é feto, placenta, líquido, sangue e mama. Por isso o peso não distingue o peso da mãe do peso do bebê.
faça assim: não chame de erro alimentar de cara. Pode ser edema, alteração metabólica, mudança na dieta, menos atividade, náuseas ou doença.
faça assim: para o IMC por semana, arredonde: 4 dias ou mais contam como a semana seguinte (22 semanas e 4 dias viram 23).
faça assim: o IMC de antes da gestação usa a tabela da OMS e define a meta de ganho. O IMC de agora usa a tabela por semana gestacional.
faça assim: subtraia o ganho acumulado do ganho total máximo da faixa. Se o IMC é 27, a faixa vai de 7,0 a 11,5 kg: quem ganhou 8 pode ganhar no máximo cerca de 3,5 kg.
faça assim: NET = TMB × fator de atividade + adicional (200 a 250 kcal no 1º trimestre e 300 kcal a partir do 2º). Em sobrepeso e obesidade, o adicional não é automático.
faça assim: a gestação dilui o sangue, então não é automaticamente falta de ferro. Peça hemograma e ferritina e olhe o contexto.
faça assim: essa faixa já indica diabetes gestacional. A partir de 126 pensa-se em diabetes que já existia. O TOTG 75 g fica entre 24 e 28 semanas.
faça assim: não. Avalie a alimentação, identifique o risco ou a deficiência, veja a recomendação, decida se há indicação, defina dose e duração e monitore.
faça assim: na gestação gemelar não dá para usar o IMC por semana, então acompanhe o ganho. Na adolescente, meça a altura em todas as consultas, acompanhe a curva ascendente e trate sempre como risco nutricional.
Não. A tem IMC de 19, eutrofia, com meta total de 11,5 a 16,0 kg: ao ganhar 10 kg ainda tem uma margem de até 6 kg. B tem IMC de 29, sobrepeso, com meta de 7,0 a 11,5 kg: já usou quase tudo e pode ganhar no máximo cerca de 1,5 kg. O mesmo ganho tem significados diferentes. Compare sempre com a meta do ponto de partida e com a semana gestacional.
Siglas e termos usados na avaliação da gestante. Digite para buscar.
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